IVª Canção

Este Bardo presenciou por não poucas vezes experiências de aprendizado com a dificuldade…

Uma delas porém, foi de grande valor em minha busca por Augustine…

Eis que eu, Victor Alistair, estava vangando por trilhas tortuosas na cidade de Calisto, quando me deparo com uma caravana que se dirigia a cidade costeira de Voltred. Esta caravana se dirigia animada para um evento que iria ocorrer naquela cidade.

Pois bem, quando eu estava cumprimentando a todos cordialmente, reconheço o rosto de um velho amigo de batalhas… que outrora foi meu irmão de espadas…

Claro, hoje a memória é retirada de minha cabeça por intervenção de Dionísio, mas, embora não me lembrando de seu nome, me lembro da cicatriz em sua face, adquirida ao meu proteger de uma investida inimiga… Esse irmão de espada demorou a me reconhecer, visto que em meu estado atual, com esta barba por fazer, não pareço comigo mesmo em meus tempos austeros…

Após o nosso reencontro, fui convidado por ele para seguir viagem com a caravana, pois estavam em busca de um descanso após tantas e tantas batalhas que se findavam naquele tempo…

Resolvi aceitar… eu Victor Alistar decidi dar a mim mesmo um descanso de minha jornada… sem em momento algum me esquecer de meu objetivo… Augustine nunca sairia de minha cabeça… apenas fui de encontro a um descanso para meu corpo…

Durante a longa viagem, conheci uma bela garota… que, ao que me disseram, era prima de nosso anfitrião em Voltred… seu nome era Kaska… garota de pele morena, olhos expressivos e feições faciais que embora completamente distintas, me lembrava e muito o jeito como eu enxergava Augustine em meus sonhos… Comecei a conversar com ela, e descobri que assim como eu, ela era uma eterna apaixonada… que já havia encontrado aquele que a completava… senti ao invés de grande inveja, uma enorme felicidade, pois a mesma merecia aquilo, mesmo a tento conhecido em tão pouco tempo…

Nossa viagem foi no mínimo interessante, pois passamos bastante tempo juntos, todos da caravana… nos comportando sempre em prol da maioria… salvo raras exceções…  por exemplo… quando as ladys que viajavam conosco faziam uma parada para comprar mantimentos, sempre perguntavam o que decidimos ser melhor para comprar… e esse sentimento perdurol toda a viagem e um pouco mais….

Ao chegarmos em Voltred, dois dias depois, nos deparamos com uma grande dificuldade… a nossa estalagem, que havia sido reservada com antecedendia pela caravana, havia sido destruida… Toda a caravana entrou em desespero na hora… pois estavam todos sem ter para onde ir, a não ser retornar para o lugar de onde vieram…

Pois bem, eu, Victor Alistair, distanciei-me um pouco da Caravana, acompanhado de Kaska e de meu irmão de Espada, a procura de uma estalagem que pudesse nos abrigar por pelo menos uma noite, cobrando um preço justo por isso… Nossa grande dificuldade foi encontrar alguma estalagem vazia, pois a cidade estava em festa, era a época da celebração aos deuses…. portanto quase todas as estalagens estavam vazias, e as poucas que ainda possuiam quartos, cobravam verdadeiros dispropérios pelos mesmos…

Foi nesse momento que tive a real noção de como ainda existe pessoas de bom coração nesse mundo… Adentrei um recinto que vendia tecidos e pedi por informações de estalagens ou casas que pudessem abrigar a caravana por ao menos uma noite… qual não foi minha surpresa quando a atendente, uma morena bem afeiçoada fisicamente, e de grande carisma, mandou recado para a sua casa, dizendo que eles teriam visitas… logo após fazer isso, ela virou-se para mim, me encarou por menos de um minuto e sorrindo disse… “tudo arranjado, encontrem-me em meia hora”.

Meia hora depois estavamos lá, ela nos levou para a sua casa, nos deu um enorme quarto só para nosso grupo, nos deu alimento e agua para nos banharmos.

Ao chegar até ela e indagar o motivo para tamanha gentileza, tenho somente a seguinte resposta: Não se preocupe, as canções do Sr. Victor Alistair são reproduzidas por nossos bardos a anos… não seria agora, que ao conheçe-lo pessoalmente, eu o deixaria desanparado…

Eu, Victor Alistair, levemente corei, e sorrindo de volta disse: Bela dama, lhe dou minha palavra que quando a canção sobre essa viagem chegar nesta cidade, escutará sobre tí… lhe beijei a testa e entrei em meus aposentos…

Dali em diante, nossa viagem foi completamente normal… eu, que a muito tempo não via o mar… pude mais uma vez sentir a sua furia natural… e me deixei levar por suas aguas por toda a nossa viagem….

Bom, encerro esta canção feliz, mas tendo a certeza que a proxima vez que falar com vocês, será a respeito de minha triste prisão…

Tenham fé, nobres irmãos, pois tempos turbulentos ão de chegar.

5 respostas para IVª Canção

  1. Dudu disse:

    Gostei!

    Po, achei que a gentileza dela teria alguma 2ª intenção, algum comum na maioria das estórias :S

    outra coisa, como eles conhecem as canções de Victor???? #duvida

  2. “Eu, Victor Alistair, levemente corei, e sorrindo de volta disse: Bela dama, lhe dou minha palavra que quando a canção sobre essa viagem chegar nesta cidade, escutará sobre tí… lhe beijei a testa e entrei em meus aposentos…” – Me lembrou de Jesus. ;)

  3. Aline Leal disse:

    *sentindo semelhança* assim como eu disse no msn…
    Isso ficou muito parecido com o que aconteceu no seu reveillon em Arraial.
    Falta de lugar pra ficar, garota parecida com Augustine, o mar…

    Cada dia mais lindo!

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